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Um mergulho no universo distópico de Divergente

PUBLICADO EM 12/07/2016

Minha indicação de leitura é Divergente, o primeiro livro da trilogia criada pela escritora Veronica Roth, obra ficcional que tem o intuito de atingir o público jovem adulto e tem como pano de fundo uma Chicago futurista, destruída pelas guerras,

Na obra, a sociedade acredita que a culpa de tantas guerras e privações que a assolavam eram atribuías à personalidade humana e por isso as pessoas deveriam ser divididas em cinco grupos denominados facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza. Não pertencer a nenhuma é como ser invisível.

Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão, pelo qual passam todos os jovens aos 16 anos para que seja determinado a qual grupo devem se unir e passar o resto de suas vidas, revela quem ela é, na verdade, uma Divergente (aquele que se enquadra em mais de uma facção). A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente deveria ser. A escolha de Beatrice tem desdobramentos surpreendentes em sua vida e até mesmo na sociedade supostamente ideal em que vive.

A autora faz uma ligação entre ficção e realidade ao abordar o mundo de escolhas que enfrentamos ao passar da adolescência para a vida adulta, rompendo com a segurança e proteção dos pais em busca do nosso lugar no mundo. A escolha pelas facções representa as preferências e indecisões do mundo profissional e o impacto delas para o resto de nossas vidas.

Divergente faz indagações sobre nossos valores, estilo de vida e maneiras de pensar e agir, como o estilo de vida imposto pela Abnegação, facção formada por pessoas que se negam ao consumismo e vivem somente com o indispensável. Roth, em sua obra, consegue criar um universo fantástico a ser explorado também na sequência Insurgente Convergente.

Até que ponto vale a pena assumir ou desistir do peso e responsabilidades de nossas escolhas? Prontos para a sua escolha de facção?

Boa leitura!



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