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Moto Grupo Jokers: uma viagem em duas rodas pela Serra e litoral catarinense

Divulgação/ Arquivo Pessoal

Divulgação/ Arquivo Pessoal

PUBLICADO EM 12/01/2018

Foram cinco dias na estrada em que 10 dos 24 membros do Moto Grupo Jokers, fundado no ano de 2016, aproveitaram sua primeira viagem turística, com destino à cidade de Urubici, na Serra Catarinense, famosa por estar localizada a Serra do Corvo Branco, estrada que foi realizada através de um corte na montanha, deixando uma paisagem belíssima e o Morro da Igreja, um dos pontos mais altos de SC, além de muitas cascatas e cachoeiras.

Como a distância para quem estava iniciando era um pouco longa, o grupo escolheu prolongar a viagem com uma ida até o litoral catarinense, escolhendo a cidade de Garopaba, um município que contém mais de 10 praias belíssimas.

“Quando começamos a conversar sobre a mesma, pensamos muito sobre onde poderia ser a nossa primeira viagem turismo, já que irmos a encontros em todos os Estados do sul do pais é algo rotineiro que acontece desde o início do grupo, procuramos um roteiro que fosse possível em um curto espaço de tempo, algo que fosse marcante para cada motociclista e em uma data que seria possível juntar o máximo de membros”, comenta Robson Silva, integrante do grupo.

Confira o depoimento com o roteiro completo da viagem:

1º dia

Objetivo: Urubici, saímos as 5h30min tendo como ponto de partida e encontro de todos os membros o Distrito de Osvaldo Cruz, visando pegar um horário com menos calor para rodar e transito mais calmo. Tivemos nossa primeira parada para café da manhã em Sarandi. Optamos por fazer paradas a cada 130 km, para que a viagem não fosse tão cansativa e também nenhuma moto sofresse pane seca. Tudo, apesar da neblina, aconteceu normalmente, sem sustos ou problemas.

Conseguimos chegar para o almoço na cidade de Lages onde optamos por fazer uma parada com mais tempo para descanso. Acabamos por chegar em Urubici, as 15h30min, após percorrermos 584 km. Ao chegarmos na pousada, vimos que escolhemos um dos destinos mais certos para a viagem. A cidade era repleta de motociclistas, tendo inclusive chegado junto conosco dois motociclistas, vindos de Santarém, no Pará e outro do Distrito Federal.

Escolhemos os destinos do dia para visitar, e o primeiro local foi a Cascata do Avencal, que tem mais de 100 m de altura e possui várias atrações além da beleza e atividades para serem realizadas. Alguns membros optaram por participar de uma tirolesa que passava por cima da cascata. A sensação incrível estar tão alto preso apenas por uma espia de aço. Já pensando no segundo dia, fomos nos organizar para visitar o morro da igreja, local pertencente a aeronáutica, por isso, tem seu acesso restrito sendo necessária autorização, as quais obtivemos sem maiores problemas. A noite fomos conhecer um pouco mais da cidade que é extremamente charmosa, e com variadas opções de gastronomia e lazer.

2º dia

Continuamos em Urubici, onde partimos para a primeira visita, o Morro da Igreja, na Entrada do Parque e  conhecemos a cascata do Véu de Noiva: lugar indescritível pelo clima romântico e belo, recheado de paredões, flores, com a cascata dominando de vez o cenário.

Superada a primeira adversidade, o clima fechou e a vista de cima do morro não foi mais possível devido à forte neblina que surgiu, acabamos escolhendo seguir já que havia previsão de muita chuva para aquele dia. Partimos embaixo de chuva em direção ao litoral, visando chegar à Serra do Rio do Rastro, lá foi onde foi visto o quanto é incrível a arquitetura, engenharia seja ela humana ou as montanhas criadas por Deus, um clima ameno, mas que fomos abençoados por sol durante nossa visita a serra.

Prosseguimos viagem em direção e devido ao grande transito conseguimos chegar apenas no início da noite cansados da estrada acabamos alguns optando por ficar descansando enquanto outros iam conhecer um pouco da gastronomia e bares da cidade de Garopaba.

3º dia

Resolvemos sair e conhecer as praias da região, mesmo com clima nublado, indo inicialmente na Praia Central; fomos em direção à Praia do Siriu, onde encontrassem dunas de areia, foi possível alugar pranchas de sandboard e realizarmos uma confraternização repleta de brincadeiras, recheados de muitos tombos na areia fofa. Prosseguimos em direção à praia do Siriu, lugar calmo, mas com belas paisagens.

Durante a tarde de domingo, dois amigos, vindos do Paraná, membros do Moto Grupo se juntaram a nós e assim decidimos ir à praia do Rosa, lugar famoso da região, que concentra um grande número de banhistas. O acesso até o local de motos foi um pouco complicado, pois pegamos trechos de areia, e, devido à chuva do dia anterior, estava repleta de buracos em uma subida, algo que deu um certo receio porque alguns estávamos de motos que não são boas para outra pista a não ser asfalto, mas fomos em busca do nosso objetivo. Após chegarmos, encontramos uma praia linda, que rendeu várias fotos e mais imagens marcantes para a nossa memória.

À noite, resolvemos fazer um jantar de confraternização, com o tradicional churrasco gaúcho, onde foi possível conversarmos e vermos o que cada um sentia sobre a viagem, receios, cansaço e desejos a serem buscados, e claro muita festa com música e descontração.

4° dia

Resolvemos ir visitar a Praia da Ferrugem, conhecida por encontrar duas dualidades de mar, um lado mais revolto ideal pra pratica de surf e outro mais calmo, chegando quase ao ponto de piscinas naturais, seja ela no mar ou em formações rochosas que ali se encontram, lá foi possível descansar e lá mais uma vez encontramos um cenário de contemplação pelas maravilhas criadas por Deus, mas ao final da tarde já era necessário arrumar as malas e seguirmos viagem. Nosso destino: Lauro Muller, cidade onde está localizada a Serra do Rio do Rastro para percorrer ela no sentido contrário.

5º dia

Ao amanhecer, verificamos que Deus tinha outros planos. Como já tínhamos passado por ela, ele fez com que encontrássemos um clima com muita garoa e uma neblina intensa, não sendo possível ver muita coisa mesmo na parte mais baixa da Serra. Passamos por ela por volta das 8h30min e quando chegamos a São Joaquim, chegou o relato que havia acontecido um deslizamento e a serra estava trancada, momento em que pensamos que caso estivesse visível poderíamos ter sido pegos de surpresa e ficarmos presos na Serra, nosobrigando a retornar até a BR 101, o que agradecemos não ser preciso.

Continuamos com a viagem, paramos mais uma vez para descanso e almoço em Vacaria, já em território gaúcho, onde após uma parada um pouco mais longa, encontramos um comboio de Motorhomes, formado por senhores motociclistas de anos, vindos de Barbacena - MG, e que devido a distância optaram por outro meio para ir até Ushuaia, na Argetina.  

A viagem de retorno foi um pouco mais complicada por encontrarmos transito intenso, nos obrigando a ficar separados em alguns momentos, pois, devido ao número de motos da nossa viagem e a grande quantidade de veículos na estrada, tornou-se mais lenta e cansativa.

Quando chegamos em Palmitinho, próximo à entrada da cidade, fomos surpreendidos pelos demais membros do grupo que não puderam ir na viagem, nos esperando com foguetes, festa, e, claro, um jantar para celebrar, pois foram mais de 1800 km percorridos, embaixo do sol, calor, frio, neblina chuva, e assim podermos começar a relaxar com a certeza que o objetivo foi alcançado.

Desta viagem conseguimos tirar várias lições, a primeira delas, motociclismo é irmandade, união, e que não importa a moto que pilote sempre poderá um contar com o outro, segunda que na estrada muitos se ajudam, encontramos vários outros motoristas ajudando, dando passagem e cumprimentando felizes por nos encontrarem na estrada e mais uma delas, a certeza que a estrada é o nosso destino e que muitas outras viagens surgirão.



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