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Jovem, sim, mas de visão!

Hoje, os jovens são maioria entre os empreendedores do PR, SC e RS: 52,8%, tem entre 18 e 34 anos.

Hoje, os jovens são maioria entre os empreendedores do PR, SC e RS: 52,8%, tem entre 18 e 34 anos.

PUBLICADO EM 31/08/2016

Publicada no final do mês de maio, a pesquisa encabeçada pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) traça um “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro”, que apesar do cenário de incertezas na Política e na Economia, não tem medo de se arriscar em um negócio próprio.

Na Região Sul, este novo perfil tem se destacado. Hoje, os jovens são maioria entre os empreendedores do PR, SC e RS: 52,8%, tem entre 18 e 34 anos. A pesquisa desenvolvida com mais de 5 mil jovens dos 26 estados e do Distrito Federal revelou que 25% dos empresários investiram em uma empresa por identificarem uma oportunidade de negócio em suas localidades.

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Matheus Panosso e Rodrigo Sampaio Cintra, sócios.

Sem medo de arriscar

Os números parecem uma massa abstrata, mas basta ficar atento à nossa cidade e região para encontrar grandes exemplos de jovens que resolveram se embrenhar no mundo dos negócios. Como o de Matheus Panosso, 23 anos, sócio na hamburgueria Senhor Frederico, inaugurada em novembro do ano passado.

- Sempre sonhei em criar algo desde o início da minha graduação. Formei em Administração ano passado e nessa época o Rodrigo (um dos sócios) me apresentou o plano de negócios. Acreditei na ideia e em cima desse plano iniciamos o projeto -, comenta.

O passo seguinte foi investir no fortalecimento da marca na cidade. De tão certo que a ideia surgida entre amigos deu, os sócios já pensam em levar a hamburgueria para outras cidades gaúchas.

- Estamos adequando nosso negócio para abrir novas lojas e um modelo especial para quem busca abrir franquias com a marca Senhor Frederico -, revela Matheus.

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Jaques Ronei de Brito Junior, iraiense, 24 anos.

Nadando contra a corrente

A história do jovem Jaques Ronei de Brito, de 24 anos não é muito diferente. Ao dar vida à Jack’s Conveniência, que funciona há 4 meses no Centro de FW, o proprietário, enxergou uma oportunidade e fez dela um bom plano de investimento com muitos riscos e dúvidas. Entretanto, para a Geração Y, não faltam motivos para arriscar.

- Nunca temos 100% de certeza quando abrimos um negócio, mas o primeiro passo é importantíssimo, depois vem a dedicação e o comprometimento -, explica. - São empresas que tem outra forma de ver o mercado. Priorizam o “diferenciado”, mas ainda acho que falta muito conhecimento para melhorar as atividades -, complementa.

No caso da conveniência, o “diferenciado” se refere ao atendimento direto e em horário estendido, se comparado ao de funcionamento de outros mercados da cidade, atendendo especificamente um público com horários alternativos. Esta é uma tendência de mercado que os empreendimentos criados por jovens sabem bem explorar.

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Gabriella, Renan e Alejandro, proprietários da Dja.

O céu é o limite

Com a diminuição do público de massa adquirindo um produtos uniformemente, os novos negócios como a estão sendo estimulados a se adaptar às novas formas de horário, de trabalho e produção e maneiras de atingir o consumidor. Todos esses aspectos giram em torno de um empreendedorismo independente e que está movimentando a economia de FW.

A marca própria de roupas que Gabriella Meyer, de 23 anos, criou ao lado dos sócios, Renan Bartolomei e Alejandro Vargas, é outro exemplo de como os jovens estão revolucionando o mercado. Além das vendas na loja física, os três comercializam as camisas da Dja também em um site na internet.

- Não buscamos nenhum tipo de consultoria. Sou formada em Design de Moda e algumas matérias na faculdade abrangiam o empreendedorismo. Conhecimento que é aplicado principalmente em negociações com fornecedores, organização das finanças, planejamento das coleções -, explica Gabriella.

Assim como Gabriella, Renan, Alexandro, Jaques e milhares que formam uma nova geração de empreendedores, 86% dos jovens empresários que participaram da pesquisa relataram que não se prepararam para empreender e que 23% não buscaram nenhum apoio para a abertura da empresa.

Realizada em um ano de incertezas nos meios político e econômico, o estudo trouxe importantes resultados em relação à percepção do jovem empreendedor sobre o mundo dos negócios e realça ainda mais a importância de se ter visao de futuro e ousadia.

Perfil

• 71% do sexo masculino e 29% do sexo feminino;
• 35% com idade entre 26 e 30 anos, 28% de 31 a 35 anos e 18% de 21 a 25 anos;
• 25% decidiram serem empresários por identificar oportunidade de negócio, 25% sempre quiseram ser empreendedores e 18% por querer mais independência;
• 70% possuem até nove funcionários, 21% de 10 a 49 funcionários, 5% mais de 100 funcionários e 4% de 50 a 99 funcionários;
• 31% conseguem faturamento de R$ 60 e R$ 360 mil, 29% até R$ 60 mil, 29% entre R$ 360 mil a 3,6 milhões, e 10% entre R$ 3,6 milhões e R$ 48 milhões;
• 52% desejam abrir um novo negócio em um segmento diferente, 25% no mesmo segmento e 23% não pretendem abrir nova empresa;
• 54% conseguiram investimento por meio de financiamento bancário, 39% através de família e/ou amigos, 5% investimento-anjo e 2% por fundos de capital de risco;
• 58% listam a cara tributária elevada como principal desafio externo, 23% a burocracia, 8% a legislação, 6% a logística e 5% outros.